Procurar um especialista em tontura em São Paulo pode parecer simples, mas a busca costuma gerar algumas dúvidas: qualquer otorrino trata tontura? Quando pode ser útil procurar um médico com atuação mais direcionada para os distúrbios do equilíbrio? E o que é Otoneurologia?
A tontura é um sintoma que pode ter muitas causas diferentes. Algumas estão relacionadas ao ouvido interno e ao sistema vestibular; outras podem ter origem neurológica, cardiovascular, metabólica, medicamentosa ou envolver mais de um mecanismo.
Por isso, mais importante do que simplesmente “tratar a tontura” é entender qual padrão de sintomas o paciente apresenta e quais hipóteses precisam ser investigadas.
A Otoneurologia é a área da Otorrinolaringologia dedicada à investigação de tontura, vertigem, desequilíbrio, zumbido e alterações relacionadas ao sistema vestibular e à audição.
O que diferencia um especialista em tontura

Um otorrinolaringologista pode dedicar parte importante de sua formação e prática clínica aos distúrbios vestibulares. Nesses casos, a consulta costuma ser direcionada para caracterizar com mais precisão como a tontura começa, quanto tempo dura, quais situações a desencadeiam e quais sintomas aparecem junto.
História clínica e exame vestibular direcionado
Nem todo paciente com tontura precisa realizar os mesmos testes.
Dependendo da história clínica, podem ser avaliados movimentos oculares, equilíbrio, marcha, reflexo vestíbulo-ocular e presença de nistagmo. Quando existe suspeita de vertigem posicional, também podem ser utilizadas manobras específicas, como a Dix-Hallpike.
O objetivo não é fazer uma bateria padronizada de testes, mas escolher aqueles que podem ajudar a responder às hipóteses levantadas durante a consulta.
Manobras diagnósticas e terapêuticas
Quando o quadro é compatível com VPPB — Vertigem Posicional Paroxística Benigna, as manobras posicionais ajudam a identificar se existe VPPB e qual canal semicircular pode estar envolvido.
Quando o diagnóstico é confirmado, uma manobra terapêutica pode ser realizada de acordo com o canal identificado.
A manobra de Epley, por exemplo, é utilizada principalmente no VPPB de canal posterior. Outros tipos de VPPB podem exigir técnicas diferentes.
Interpretação dos exames dentro do contexto clínico
Exames como audiometria, VENG/VNG, vHIT e outros testes vestibulares podem fornecer informações importantes, mas seus resultados precisam ser interpretados em conjunto com a história e o exame.
Um exame alterado não necessariamente explica sozinho a tontura. Da mesma forma, exames considerados normais não excluem diversas condições vestibulares.
Por isso, a avaliação direcionada procura integrar sintomas, exame clínico e exames complementares, em vez de analisar cada informação isoladamente.
O que NÃO é necessário para uma boa consulta de tontura

Existem algumas ideias bastante comuns que podem fazer o paciente adiar uma avaliação sem necessidade.
“Preciso fazer ressonância antes de consultar”
Não necessariamente. Muitas causas frequentes de tontura têm diagnóstico predominantemente clínico. A ressonância magnética é um exame importante quando existe uma indicação específica, mas não é necessária antes da consulta para todos os pacientes. A decisão depende da história, do exame e das hipóteses clínicas.
“Preciso esperar a tontura passar para consultar”
Também não é uma regra. Em alguns quadros, a avaliação durante ou próximo ao episódio pode fornecer informações clínicas adicionais. Em outros, o diagnóstico continua sendo possível mesmo quando a crise já terminou. O que importa é o padrão dos sintomas e o contexto de cada paciente.
“Preciso de encaminhamento do clínico primeiro”
Isso depende da forma de atendimento e das regras do plano de saúde. No atendimento particular, não é necessário passar previamente por outro médico apenas para obter um encaminhamento.
“Meus exames deram normais, então não há mais o que investigar”
Exames normais não excluem diversas causas de tontura. VPPB, migrânea vestibular, TPPP e outras condições podem existir sem uma alteração estrutural visível em tomografia ou ressonância. Nessas situações, a investigação da tontura depende muito da história clínica e do exame direcionado.
Avaliação direcionada para tontura em São Paulo com Dr. Douglas Ribeiro

O Dr. Douglas Ribeiro é médico otorrinolaringologista, com fellowship em Otoneurologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP — HC-FMUSP e atuação especialmente dedicada à investigação de tontura, vertigem, desequilíbrio e zumbido.
A avaliação pode envolver diferentes condições vestibulares, como VPPB, neurite vestibular, doença de Ménière, migrânea vestibular, TPPP e outras causas de tontura.
A consulta começa por uma história clínica detalhada: como os sintomas começaram, quanto tempo duram, quais movimentos ou situações os desencadeiam e quais manifestações aparecem associadas.
A partir dessas informações, o exame é direcionado às principais hipóteses. Quando indicado, podem ser realizadas manobras vestibulares diagnósticas e terapêuticas no próprio consultório.
Exames anteriores também são analisados dentro do contexto clínico. Quando novos exames são necessários, a indicação é feita de acordo com a informação que cada teste pode acrescentar à investigação.
O plano é individualizado e pode envolver manobras, medicação, reabilitação vestibular, acompanhamento ou investigação complementar, dependendo do diagnóstico e das necessidades de cada paciente.
O atendimento é particular, em São Paulo, nas unidades Vila Mariana e Avenida Paulista, além de teleconsulta quando o caso permite.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a consulta? A primeira consulta dura em torno de 45 minutos. Esse tempo é utilizado para compreender a história dos sintomas, revisar exames anteriores, realizar o exame clínico e vestibular indicado e discutir os próximos passos da investigação ou do tratamento.
Preciso levar exames anteriores? Sim. Se você já realizou audiometria, VENG/VNG, vHIT, exames laboratoriais, tomografia, ressonância ou outros exames relacionados à tontura, leve os resultados. Mesmo exames antigos podem ajudar a compreender a evolução do quadro.
A consulta é coberta por plano de saúde? O atendimento no consultório é particular. É fornecido recibo ou documentação para que o paciente solicite reembolso ao plano de saúde, quando essa possibilidade estiver prevista em seu contrato.
Posso consultar mesmo sem saber qual é meu diagnóstico? Sim. Na verdade, muitos pacientes procuram avaliação justamente porque ainda não sabem a causa da tontura ou porque receberam explicações diferentes ao longo do tempo. O objetivo da consulta é organizar as hipóteses e definir quais etapas da investigação realmente são necessárias.
Todo paciente com tontura precisa fazer exames vestibulares? Não. A necessidade de VENG/VNG, vHIT, audiometria ou outros exames depende da história clínica e das hipóteses levantadas durante a avaliação. Não existe uma bateria única de exames indicada para todo paciente com tontura.
Conclusão
Encontrar a causa da tontura nem sempre depende de fazer mais exames.
Muitas vezes, o ponto fundamental é caracterizar corretamente como o sintoma acontece, quanto tempo dura, quais situações o desencadeiam e quais manifestações aparecem junto.
VPPB, doença de Ménière, neurite vestibular, migrânea vestibular, TPPP e outras condições podem produzir sintomas parecidos, mas exigem abordagens diferentes.
Quando a tontura é recorrente, persiste por muito tempo, interfere na rotina ou continua sem uma explicação clara, uma avaliação em Otoneurologia pode ajudar a organizar as possíveis causas e definir os próximos passos.
Agende sua consulta especializada para tontura com o Dr. Douglas Ribeiro →
Revisado por Dr. Douglas Ribeiro — Otorrinolaringologista CRM-SP 163.108 | RQE 67.472 Publicado em: 07/08/2026 | Última atualização: 07/08/2026




