Você tem tontura. Talvez já tenha ido ao pronto-socorro — ou evitado ir porque achou que “ia passar”. Talvez já tenha feito exames que voltaram normais e ficou sem resposta. Talvez esteja convivendo com a tontura há meses, adaptando sua vida em torno dela, sem saber se vale a pena buscar mais uma consulta.
A resposta para “quando procurar um especialista” é: mais cedo do que a maioria das pessoas faz. A tontura tem causas específicas, diagnóstico preciso e tratamento eficaz na maioria dos casos — mas isso depende de chegar ao especialista certo.
O otorrino e o otoneurologista: quem cuida da tontura

O otorrinolaringologista é o especialista em ouvido, nariz e garganta. Dentro dessa especialidade, o otoneurologista é o profissional com formação específica em tontura, vertigem e distúrbios do equilíbrio — domina as manobras diagnósticas (Dix-Hallpike, Head Impulse Test) e terapêuticas (Epley, Semont) e tem experiência no diagnóstico diferencial das causas vestibulares.
Para tontura, o caminho certo começa pelo otorrinolaringologista — preferencialmente com experiência ou especialização em otoneurologia. Não é necessário ir ao neurologista primeiro, nem ao clínico geral para “triagem”, na maioria dos casos.
Sinais de que é hora de agendar consulta

A maioria das pessoas com tontura espera tempo demais antes de buscar avaliação especializada — seja por pensar que “vai passar”, por já ter ido ao pronto-socorro sem resultado, ou por não saber que existe especialista específico para tontura.
Essas situações justificam agendar consulta com especialista sem aguardar mais:
Tontura há mais de 2 semanas sem melhora progressiva ou sem diagnóstico claro.
Tontura ao virar na cama — padrão clássico de VPPB, com manobra de tratamento altamente eficaz que só o especialista realiza corretamente.
Exames normais mas tontura persiste — ressonância e sangue normais não significam ausência de causa. A avaliação clínica vestibular é o que falta.
Tontura limitando atividades — parou de dirigir, de trabalhar, de sair sozinho. Isso não é “aprender a conviver” — é uma condição tratável sendo ignorada.
Diagnóstico de “labirintite” sem melhora — o diagnóstico pode estar incorreto ou incompleto.
Zumbido ou alteração auditiva junto com a tontura.
Quando ir ao PS versus agendar consulta

A decisão entre pronto-socorro e consulta agendada depende de um único critério: há sinais neurológicos?
Fraqueza, dificuldade de fala, visão dupla, cefaleia explosiva ou tontura que não melhora em repouso absoluto são sinais que exigem avaliação de emergência — independentemente de tudo mais.
Sem esses sinais, a consulta agendada é o caminho correto — e o mais eficaz, porque no pronto-socorro a investigação vestibular específica raramente é completa.
Por que o PS muitas vezes não resolve a tontura
O pronto-socorro tem um papel claro e importante: descartar causas graves imediatas, tratar a crise aguda com medicação sintomática e definir se há necessidade de internação.
O que ele não consegue oferecer para a maioria dos casos de tontura: as manobras diagnósticas vestibulares específicas que identificam VPPB, neurite e outras causas, o diagnóstico diferencial detalhado entre as condições vestibulares, e o tratamento causal como a manobra de Epley ou a prescrição de reabilitação vestibular direcionada.
Por isso, o ciclo “tontura → PS → antivertiginoso → volta a tontura → PS de novo” é tão comum — e tão frustrante. O caminho que quebra esse ciclo é a consulta especializada.
O que esperar da primeira consulta

Saber o que vai acontecer na consulta reduz a ansiedade e ajuda a se preparar melhor:
A consulta começa pela anamnese detalhada — o médico vai querer saber exatamente como é a tontura, quando e como apareceu, o que melhora e o que piora, e qual o histórico clínico.
Em seguida, exame físico (pressão arterial em diferentes posições, avaliação cardiovascular básica) e as manobras vestibulares específicas — Dix-Hallpike, Head Impulse Test, Romberg. Essas manobras frequentemente são suficientes para o diagnóstico na própria consulta.
O médico também faz uma otoscopia (visualização do canal auditivo) e fecha com a hipótese diagnóstica e o plano — que pode incluir a manobra de tratamento na mesma consulta (em casos de VPPB), pedido de exames complementares ou encaminhamento para reabilitação vestibular.
Perguntas frequentes
Preciso de encaminhamento para consultar com otorrino? Depende do plano de saúde. Muitos planos permitem consulta direta com especialista sem encaminhamento. Verifique a cobertura do seu plano.
Posso ir direto ao neurologista para tontura? O neurologista avalia causas centrais de tontura — AVC, esclerose múltipla, tumores cerebrais. Para as causas mais comuns (VPPB, neurite, TPPP), o otoneurologista é o especialista mais indicado. Se houver sinais neurológicos claros, o neurologista pode ser o primeiro passo.
Devo parar os antivertiginosos antes da consulta? Idealmente sim, se o médico orientar — antivertiginosos podem mascarar o nistagmo e dificultar as manobras diagnósticas. Converse com quem prescreveu antes de suspender.
Quantas consultas vou precisar? Depende do diagnóstico. VPPB frequentemente resolve em 1-2 consultas. Neurite e TPPP podem exigir acompanhamento mais prolongado com retornos periódicos.
Conclusão
A tontura tem diagnóstico e tratamento. O que frequentemente falta não é a solução — é chegar ao especialista certo. O otoneurologista tem as ferramentas clínicas para identificar a causa na maioria dos casos e propor o tratamento adequado. Se você tem tontura há semanas, seus exames voltaram normais, ou está convivendo com limitações por causa da tontura, a consulta especializada é o próximo passo — não uma última opção.
Agende sua consulta especializada para tontura com o Dr. Douglas Ribeiro →
Revisado por Dr. Douglas Ribeiro — Otorrinolaringologista CRM-SP 163.108 | RQE 67.472 Publicado em: 05/08/2026 | Última atualização: 05/08/2026





